28/05/07

MEES e Fundação Infância Feliz assinam Protocolo de Parceria

O Ministério da Educação e Ensino Superior e a Fundação Infância Feliz assinaram, na passada sexta-feira, 25 de Maio, um Protocolo de Parceria, que visa, entre outros objectivos regular a participação das duas entidades na concretização do Projecto de Reintegração Sócio Pedagógico na Praia, designadamente na localidade de Calabaceira – Escola António Nunes – nos subsistemas da Educação Pré-Escolar e do Ensino Básico Integrado.

Esse projecto, que já acolher crianças de vários pontos do país, consiste em apoiar a recuperação e a reintegração de crianças do ensino básico integração e do pré-escolar através de aulas de reforço as crianças com maiores dificuldades de aprendizagens e de integração a nível escolar.
Com a assinatura deste protocolo, o Ministério da Educação e ensino Superior passa a envolver-se formalmente e oficialmente nesse projecto, reforçando assim o trabalho que se vem fazendo no combate ao abandono e à reprovação escolar.

A Presidente da Fundação Infância Feliz, Adélcia Pires manifestou a sua satisfação pela abertura expressa pelo Ministério da Educação em relação ao projecto, tendo explicado na ocasião que o Projecto de Reintegração Sócio Pedagógico abrange ainda a criação de jardins infantis e aulas de recuperação para alunos do EBI. Para Adélcia Pires, as crianças com fraco rendimento escolar e aqueles que estão fora da escola estão permanentemente em risco, por isso necessitam de uma atenção especial.

“O objectivo fundamental da fundação é recuperar crianças em situação de risco ou pelo menos protege-la nos seus direitos fundamentais, pelo que tentamos por em prática esse direito á educação e, por isso, elaboramos esse projecto a que chamamos de Projecto de Reintegração Sócio Pedagógico”, referiu Adélcia Pires.

Por sua vez, o Secretário de Estado da Educação, Octávio Tavares afirmou que as actividades pedagógicas de recuperação e de reforço das aprendizagens vai permitir uma maior inclusão social. “Com este protocolo estamos a promover uma maior socialização entre as crianças, o desenvolvimento de atitudes positivas e de valores da cidadania, como o respeito pela vida em grupo, a tolerância nas relações humanas, o espírito de inter-ajuda e a solidariedade”.

As salas da escola António Nunes recuperadas pela Fundação Infância Feliz atendem desde Outubro do ano passado mais de duzentas crianças, sendo 112 do pré-escolar e 131 a nível do ensino básico integrado.
ABL/CCI

22/05/07

ACRIDES realiza Assembleia da criança

A Associação ACRIDES realizou no passado dia 15 de Maio – Dia Internacional da Família – a Assembleia da criança que reuniu na Escola Secundária Manuel Lopes alunos de vários estabelecimentos de ensino da capital, para reflectirem sobre o papel da família, os seus deveres e direitos.

A Assembleia da criança representou o ponto alto das actividades da semana da família que a ACRIDES vinha desenvolvendo desde o dia 9 de Maio. Na abertura daquela Assembleia as crianças fizeram a apresentação de uma árvore genealógica e um hino da família.

Na sua intervenção, o director da Escola Manuel Lopes defendeu maior proximidade, escola – família. “A família é o primeiro agente educador da criança e como tal deve ter um controlo social sobre a escola para saber que tipo de educação os seus filhos estão a receber na escola, enquanto instituição especializada ao serviço da educação que realizará tanto melhor a sua função educativa, quanto mais perfeita for a cooperação entre ela e a família de cada criança”.

A ministra da Educação e Ensino Superior, Filomena Martins disse que a junção entre conhecimento e valores morais, éticos, a valorização pessoal, a formação integral dos homens cabo-verdianos começa desde o jardim, passa pelo ensino básico, secundário e também Ensino Superior. Daí que “todos nós temos que ajudar, pois a escola sozinha não consegue dar conhecimento científico, conferir competências científicas e conferir também competências sociais, éticas e morais”, referiu aquela governante.

Muito amor e carinho é o primeiro passo para uma família feliz e a mensagem da ACRIDES nesse dia foi dedicado essencialmente às mães.

A presidente da ACRIDES Lourença Vaz apelou às mães chefes de família que amem os seus filhos, que dêem muito carinho e amor aos seus filhos.

A família é a célula base da sociedade e por isso ela é insubstituível. Nenhuma outra instituição poderá desempenhar esse papel, nem mesmo a escola.

ANÚNCIO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E ENSINO SUPERIO
DIRECÇÃO-GERAL DO ENSINO BÁSICO E SECUNDÁRIO

CONCURSO DE RECRUTAMENTO DE EQUIPAS DISCIPLINARES PARA REVISÃO E ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS DO ENSINO BÁSICO E SECUNDARIO
A Direcção Geral do Ensino Básico e Secundário (DGEBS) pretende, no quadro da revisão curricular em curso, rever e elaborar novos programas para o Ensino Básico e Secundário, via Geral, de acordo com o Documento Orientador da Revisão Curricular, os planos de estudos e os Termos de Referência já definidos.

Assim sendo, esta Direcção Geral convida professores (as) do Ensino Básico e Secundário, bem como técnicos da área das ciências da educação, com experiência e formação pedagógica, a apresentarem candidaturas de equipas disciplinares que irão proceder à revisão e/ou elaboração dos novos programas, respectivamente para o ensino básico e secundário.

Perfil dos candidatos (as):

  • Formação docente, mínimo a nível do Instituto pedagógico/Magistério primário ou equivalente para o ensino básico.
  • Formação docente, mínimo licenciatura a nível do Instituto Superior de Educação ou equivalente para o ensino secundário.
  • Formação superior em ciências da educação ou áreas afins (psicologia, sociologia, pedagogia) com experiência na docência para ambos os subsistemas de ensino.
  • Experiência comprovada na elaboração e produção de programas e materiais didácticos.
  • Conhecimento do sistema educativo cabo-verdiano.
  • Excelente domínio do português.
  • Capacidade e pratica de trabalho em equipa.
  • Serão factores preferenciais formação especifica na área de desenvolvimento curricular e em desenvolvimento de competências sociais.

Modalidades de candidaturas

As candidaturas, contendo carta de motivação, curriculum vitae e cópia de certificados e diplomas para a revisão/elaboração dos programas do ensino básico e secundário, deverão ser apresentadas por equipas de 2 a 3 elementos cada, possuindo formações complementares que permitam fazer um trabalho integrado, de acordo com a especificidade de cada área disciplinar.


As candidaturas devem ser entregues em envelope fechado, contendo inscrição candidatura RC – Ensino Básico ou candidatura RC – Ensino Secundário, conforme for o caso, nas Delegações do Ministério da Educação e Ensino Superior, em todos os concelhos ou directamente na Secretaria da Direcção Geral do Ensino Básico e Secundário.

Termos de Referência
Os Termos de Referencia (TdR) do concurso podem ser consultados em todas as Delegações do MEES, na DGEBS/Unidade de Desenvolvimento Curricular e no site do MEES (http://www.minedu.cv/)

Prazo do concurso
O concurso decorre de 7 a 31 de Maio de 2007, até às 18 horas.

Endereço para contacto
Ministério da Educação e Ensino Superior
Direcção Geral do Ensino Básico e Secundário
Palácio do Governo, 1.º andar esquerdo, Caixa Postal 111 A – Praia
Tel.: 2 63 10 30 (Secretaria); 2 63 10 28/25/27

Informações complementares sobre os TdR podem ser prestadas na Unidade de Desenvolvimento Curricular da DGEBS, nas instalações da Direcção Geral de Alfabetização e Educação de Adultos, Achada Santo António, Tel. 2 621172/76.

Praia, 22 de Maio de 2007

A Directora-Geral,
Cláudia Teixeira Silva

18/05/07

ES de Palmarejo apresenta sistema de avaliação digital

A escola Secundária de Palmarejo apresentou na passada sexta feira, 11 de Maio, o novo sistema de avaliação digital, em cerimónia que decorreu no auditório do referido estabelecimento de ensino.

Trata-se de um sistema de avaliação digital, baseado nas novas tecnologias de informação, que tem como objectivos permitir uma gestão racional dos recursos materiais e humanos com vista a assegurar melhor apoio técnico pedagógico à uma avaliação eficiente e eficaz do processo ensino/aprendizagem, auxiliar a escola na eliminação de algumas insuficiências que afectam os professores na elaboração das notas, oferecendo melhores meios de trabalho.

O novo programa de avaliação da escola vai mexer com todo o sistema de avaliação, desde as pautas dos alunos, dos professores e a acta da escola, como também o livro de termo da escola, todos eles digitalizados.

A directora da escola Ernestina Veiga afirmou que as vantagens são muitas. “Poupamos papel, tempo e acreditamos mais na média. Eliminamos algumas injustiças que podiam acontecer com o sistema anterior, pelo que este novo sistema é totalmente fiável. Portanto, não há motivo para dúvidas porque a nota é partilhada no computador da directora, da subdirectora pedagógica e do Técnico Adelino que desenvolveu o programa”.

O sistema já está a ser utilizado pela escola. “Como estamos no terceiro trimestre que é último, onde é necessário fazer a media final do ciclo, a média do ano, as deficiências, e as estatísticas, este programa vem ajudar enormemente. Agora os professores só terão que introduzir as notas e irem-se embora”, referiu Ernestina Veiga.

Na sua intervenção, o Delegado do Ministério da Educação da Praia, Celestino Vaz, disse que a escola de Palmarejo mostra que é uma escola que promove acções para uma gestão de qualidade total. “O projecto ora apresentado demonstra a aposta da escola na inovação. É uma boa experiência pelo que incentivo as outras escolas a enveredarem pelo mesmo caminho, pois a fiabilidade das informações é total”, referiu Celestino Vaz.

Acrescentou ainda que o novo sistema de avaliação vai permitir uma gestão articulada de recolha, tratamento e envio dos dados para os serviços centrais do MEES.

ISE realiza Conferência Internacional sobre Educação em Rede

O Instituto Superior da Educação em parceria com a Universidade de Cabo Verde realizou nos dias 17 e 18 de Maio, uma Conferência Internacional sobre o tema “Network Education” (Educação em Rede), enquadrado na Semana da Ciência e Tecnologia que decorreu naquele estabelecimento de Ensino de 14 a 18 de Maio.

Trata-se de uma conferência sobre aplicação das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação e que teve como principais objectivos divulgar informação e conhecimentos sobre educação em rede, através de estudos de casos e demonstrações práticas; divulgar as tecnologias de colaboração em rede e o seu uso no processo de ensino-aprendizagem e alargar e estreitar a rede educação, colaborando com outras universidades do mundo.

A cerimónia de abertura do evento foi feita pela Ministra da Educação e Ensino Superior, Filomena Martins, reforçando na ocasião que o modelo em rede assente nas tecnologias de informação e comunicação deverá propiciar a construção das bases de conhecimento, o alargamento social e territorial, a promoção da cidadania. Igualmente disse que a interligação entre as novas tecnologias de informação, a educação, a formação e o desenvolvimento Económico têm que ser uma realidade em Cabo Verde.

“Cabo Verde apossando-se desses instrumentos criará condições potenciais para o sistema de ensino de excelência, marca que deverá ser para todos nós, indissociável do processo de consolidação e maturação da nossa universidade. Também estas ferramentas deverão viabilizar e acelerar a investigação e a pesquisa em áreas de relevância nacional, permitindo-nos diminuir as distâncias epistemológicas e económicas que ainda temos do exterior”, proferiu Filomena Martins.

Para o Vice-reitor da Universidade de Cabo Verde, Crisanto Barros, a UNI-CV assume-se como uma universidade que nasce em rede e neste sentido defende que em Cabo Verde a rede não é uma opção mas sim uma necessidade. Contudo, chama a atenção para as novas questões que as tecnologias da informação e comunicação colocam.

“As novas tecnologias potenciam a autonomia. Mas é necessário que tenhamos essa intenção pedagógica. Eu diria que as novas tecnologias vão colocar hoje questões clássicas ligadas à aprendizagem”, referiu Crisanto Barros.

Por seu turno, o Presidente do ISE afirmou que este Instituto tem trabalhado para inserir-se na modernização, bem como na implementação de cursos à distância.

O evento reuniu especialistas de educação à distância e áreas relacionadas, provenientes de universidades de Itália, França, Portugal e Brasil para partilhar as suas experiências com estudantes e profissionais cabo-verdianos durante aqueles dois dias.

ABL/CCI

10/05/07

Ministra da Educação visita Concelho de São Domingos

A Ministra de Educação e Ensino Superior iniciou na manhã de ontem, dia 9 de Maio, uma visita de dois dias ao concelho de São Domingos, para contactar os serviços desconcentrados do seu ministério. Filomena Martins também avaliou o ano lectivo em curso e definiu novas orientações.

A delegação do Ministério da Educação e Ensino Superior, chefiada por Filomena Martins, iniciou a visita pelas localidades de Mendes Faleiro e Mato Afonso no concelho de S. Domingos. O Propósito foi constatar, in loco, como tem decorrido processo de ensino aprendizagem nas escolas destas localidades.

Na Escola Secundária de São Domingos, Filomena Martins teve visitou o novo bloco daquele estabelecimento de ensino, construído para dar resposta à necessidade de ampliação da Escola Secundária de São Domingos.

Para a titular da Educação, nesta altura do ano lectivo é preciso averiguar o funcionamento do sistema educativo a todos os níveis, uma vez que o fim do presente ano lectivo já esta próximo, tendo em vista também, as preparações para o próximo ano lectivo (2007/2008) que começam a ser feitas pelo MEES no mês de Maio.

A governante, encontrou-se também com os membros da direcção da ESSD, e com os professores. Com relação às outras escolas do interior desse Concelho, Filomena Martins disse as condições de trabalho estão reunidas, embora as situações sejam diferentes.

No período da tarde da tarde, visitou ainda as escolas e jardins de Rui Vaz, as escolas de Loura e Lagoa. Para hoje, segundo e último dia de visitas estão agendadas visitas às outras escolas do Concelho.

08/05/07

Aviso de Falecimento

O Centro de Comunicação e Imagem do MEES, pela presente, comunica que faleceu no passado dia 30 de Abril de 2007, o professor do Ensino Básico, Germano Vaz, de 79 anos de idades, aposentado, vítima de doença prolongada no Concelho do Tarrafal (Santiago).

O referido professor iniciou a sua carreira em 1951, na Escolas Paroquianas e leccionou em várias escolas do Concelho do Tarrafal, nomeadamente Achada Lagoa, Mato Mendes, Biscaínhos e Achada Biscainhos. Nesta hora, o Ministério da Educação e Ensino Superior (MEES) e respectiva Secretaria de Estado (SEE) não podem deixar de manifestar seu profundo pesar à família enlutada e à família educativa no Tarrafal.

De salientar que o Professor Germano Vaz, contribuiu grandemente pelo sucesso escolar de muitas gerações naquele concelho e a sua morte constitui uma perda irreparável para o Sistema Educativo.

CCI/MEES

02/05/07

AVISO DE CONCURSO - Recrutamento de Equipas para a Revisão Curricular


REPÚBLICA DE CABO VERDE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E ENSINO SUPERIOR
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DIRECÇÃO GERAL DO ENSINO BÁSICO E SECUNDÁRIO

TERMOS DE REFERÊNCIA
RECRUTAMENTO DE EQUIPAS PARA A REVISÃO CURRICULAR


1. Contexto

No âmbito da implementação do processo da Revisão Curricular, incumbe ao Ministério da Educação e Ensino Superior, através da Direcção Geral do Ensino Básico e Secundário (DGEBS), o recrutamento de equipas disciplinares para a revisão dos programas, manuais e guias metodológicos do Ensino Básico e do Ensino Secundário.

Esta revisão curricular, de acordo com as orientações do Plano Estratégico da Educação, pretende promover transformações no sector educativo, através de ajustamentos a medidas anteriormente prosseguidas, dando atenção especial às assimetrias territoriais e contribuindo para que a educação seja um factor de coesão social e de reforço da democracia.

Estas equipas serão constituídas por professores do Ensino Básico e do Ensino Secundário, podendo integrar, em função da especificidade de cada área disciplinar/disciplina, técnicos e/ou especialistas de ciências da Educação ou áreas afins com formação e experiência na docência.

2. Princípios orientadores da revisão curricular

a. Pertinência social, o que significa que a escola é útil e responde aos desafios do desenvolvimento do país. Como tal, a gestão do sistema educativo assegura a sustentabilidade e promove a flexibilidade/adaptabilidade dos currículos;

b. Qualidade, englobando vectores como a eficácia que significa fazer com que todos os alunos frequentem um nível de escolaridade no tempo previsto para tal, a equidade que implica tratamento diferenciado para situações desiguais e eficiência, ou a capacidade de o sistema atingir resultados superiores com os mesmos ou menores recursos;

c. Coerência e sequência entre as áreas disciplinares / disciplinas das fases ou ciclos de aprendizagem, e também entre o Pré-Escolar e o Ensino Básico e entre este e o Secundário.

d. Valorização do adquirido, pelo reforço dos avanços e desenvolvimento dos aspectos positivos.

e. Educação inclusiva, ou seja atendimento progressivo das necessidades educativas especiais.

f. Pedagogia da integração, fundamentada na abordagem por competências, tendo em conta a evolução recente da teoria e prática pedagógicas.

3. Enquadramento institucional

As equipas trabalharão sob a coordenação da Unidade de Desenvolvimento Curricular da Direcção Geral do Ensino Básico e Secundário, sendo supervisionados e orientados pelas equipas institucionais, constituídas para o efeito no Instituto Pedagógico para o Ensino Básico, e no Instituto Superior de Educação para o Ensino Secundário.

As instituições de formação desempenham o papel de instâncias de validação científica e pedagógica dos materiais produzidos

4. Objectivos

1. Proceder à elaboração dos programas e manuais para o Ensino Básico, por área curricular do plano de estudos revisto, com o envolvimento do Instituto Pedagógico.

2. Proceder à elaboração dos programas e manuais por disciplinas/áreas disciplinares constantes dos planos de estudos revistos do ES, com o envolvimento do Instituto Superior de Educação.

5. Estratégias

1. Participação na definição dos objectivos intermédios de integração e das competências a serem desenvolvidos em cada nível fase ou ciclo.

2. Participação na definição dos conteúdos disciplinares, numa lógica de articulação desde o Pré-escolar ao Secundário.

3. Inclusão das temáticas relacionadas com direitos humanos, educação para a cidadania, educação ambiental, educação para a saúde, na perspectiva de desenvolvimento de competências sociais para a adopção de comportamentos adequados ao fortalecimento dos valores éticos e cívicos.

4. Trabalho em equipa com professores da mesma área disciplinar de modo a articular diferentes pontos de vista e dar um sentido colectivo às acções individuais, ao longo de todo o processo, e abrangendo uma amostra previamente definida, tanto na fase de recolha de subsídios, como nas de socialização e experimentação.

5. Participação no processo de divulgação e de capacitação de docentes para a generalização dos novos programas e manuais.

6. Actividades

·Ateliers de capacitação / produção dos objectivos intermédios e das competências a serem desenvolvidos em cada nível fase ou ciclo, numa lógica de articulação desde o Pré-escolar ao Secundário.

·Consulta e análise dos programas, manuais e guias metodológicos existentes dos níveis de ensino (Pré-escolar, EB e ES).

·Consulta e análise dos materiais didácticos produzidos no âmbito de programas/projectos implementados com sucesso em Cabo Verde, nomeadamente: PFIE, EMP/EVF, Saúde Escolar, EBIS I, Pró - Ensino; projectos em curso ou em vias de implementação: EBIS II, Pró - CRESCER, GLOBE, PAIS – Educação, Direitos Humanos, Protecção Civil.

·Recolha de subsídios junto de professores da mesma área disciplinar, ao longo de todo o processo, tanto na testagem, como na socialização e capacitação de docentes, e posterior generalização.

· Introdução das rectificações que forem julgadas necessárias após a experimentação.

7. Metodologia de trabalho

Os trabalhos decorrerão em quatro fases, de acordo com o cronograma geral da revisão curricular.

A primeira fase será dedicada à revisão e elaboração dos programas para o Ensino Básico, por área curricular e por fase, e para o Ensino Secundário por disciplinas e por ano/ciclo, dos planos de estudos actualizados.

A segunda fase será dedicada à revisão e elaboração dos manuais, em consonância com os programas revistos.

A terceira fase será dedicada à socialização dos programas e acompanhamento da experimentação.

A quarta fase será dedicada à participação nas acções de capacitação dos docentes com vista à generalização.

8. Condições de candidatura

Aceitam-se candidaturas de professores, coordenadores pedagógicos ou outros agentes educativos, organizados em equipas disciplinares, de preferência por concelho, num máximo de três elementos.

As candidaturas das equipas do Ensino Básico e do Ensino Secundário são entregues na Delegação do Ministério do respectivo concelho.

9. Parâmetros para a constituição das equipas

a. Ensino Básico – todos os elementos da equipa deverão ter formação do Instituto Pedagógico ou equivalente ou grau superior; Ensino Secundário – todos os elementos da equipa deverão ser licenciados ou ter um grau superior na área disciplinar para a qual se candidatam e formação pedagógica.

b. Pelo menos um dos elementos das equipas deverá ter experiência na elaboração de programas, manuais ou outro material didáctico.

c. A maioria dos elementos das equipas deverá ter pelo menos 5 anos de experiência no ramo de ensino.

d. A maioria dos elementos deverá ter perfeito domínio da Língua Portuguesa.

e. A formação em desenvolvimento de competências sociais é desejável.

f. A maioria dos elementos deverá ter habilidades na utilização de suportes informáticos.

g. Todos os elementos deverão ter facilidade de trabalhar em equipa.

10. Resultados esperados

Primeira fase
Proposta de programas elaborados, de cada uma das áreas disciplinares do EB por fase, e entregues em formato papel e digital.

Proposta de programas elaborados de cada uma das disciplinas do ES por ano / ciclo, e entregues em formato papel e digital.

Segunda fase
3. Proposta de manuais elaborados de cada uma das áreas disciplinares do EB por fases, e entregues em formato papel e digital.

4. Proposta de manuais elaborados, de cada uma das disciplinas do ES por ano / ciclo, e entregues em formato papel e digital.

Terceira fase
Programas e manuais do EB experimentados.
Programas e manuais do ES experimentados.

Quarta fase
Docentes capacitados e programas e manuais do EB generalizados
Docentes capacitados e programas e manuais do ES generalizados

11. Duração dos trabalhos

Os trabalhos decorrerão de acordo com as fases referidas no ponto 7, durante um período global estimado de quatro anos.

As duas primeiras fases deverão ser realizadas cada uma delas, entre os limites de 6 a 9 meses, de acordo com a especificidade de cada área ou disciplina.

As restantes fases do trabalho obedecerão à sequência prevista no quadro da implementação do processo de revisão curricular.

Revisto a 23 de Abril de 2007