O Ministério da Educação e Ensino Superior (MEES) divulgou ontem, quarta-feira, os dados relativos à greve dos passados dias 22 e 23 de Março, indicando que pelo menos 76% dos professores, ou seja, 4817 professores, preferiram dar aulas, numa clara concordância com a política educativa que vem sendo desenvolvida.
Isso significa que, afinal, apenas 24% dos professores, ou seja, 1501 dos 6318, aderiram à greve convocada pelo SINDEP e pela FECAP.
A nota de destaque é o facto de a nível do Ensino Básico a adesão ter sido de apenas 19%. Igualmente, o facto de em pelo menos 9 estabelecimentos escolares a adesão ter-se ficado em 0%. Ou seja, nenhum professor aderiu à greve. São os casos das ES Baltazar Lopes, Coculi, Eugénio Tavares, José Augusto Pinto, Ludjero Lima, Maio, Mosteiros, Olavo Moniz e Escola Salesianos. Em escolas como a EICM e a ES Jorge Barbosa, pelo menos 98% dos professores preferiram as suas aulas, ao invés de aderir à greve. Dados importantes verificaram-se também na ES Pedro Gomes (5% de adesão à greve), ES do Porto Novo (6%). Na ES de S. Miguel, 78% dos professores preferiram dar aulas; na Grão-Duque Henri e Cónego Jacinto 74% e na ES da Achada Grande 70%.
Os melhores resultados alcançados pelo SINDEP e pela FECAP registaram-se na ES Amor de Deus (100% de adesão), Liceu Amílcar Cabral (85%) e ES Alfredo da Cruz Silva (86%). No concelho da Boavista conseguiu 58% de adesão, 35% no concelho de Santa Catarina, 34% Concelho de S. Filipe e 33% Concelho do Paul.
Falando dos concelhos, os dados indicam que na Brava e no Sal as aulas funcionaram normalmente, com 100% dos professores alheios à greve. Em S. Nicolau, a adesão foi de 2%, no Maio 6%, Porto Novo 9%, Mosteiros 10%, S. Vicente 11%, Santa Cruz e Ribeira Grande 14% e Praia 19%. Em concelhos como Tarrafal, pelo menos 70% dos professores recusaram participar na greve; em S. Domingos 74%, S. Miguel (75%), Santa Catarina, 65%, S. Filipe 66% e Paul 66%.
Contas feitas, eis os números da greve dos passados dias 22 e 23 de Março: